quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O amor, quando se revela,

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a fa

terça-feira, 26 de setembro de 2017

felicidade

Felicidade tem nome,
Tem forma,
Tem cores,
O nome é o seu...
A forma é seu sorriso doce
Quase incabulado.
As cores são seus olhos
Seus lábios.
E ainda não és minha...
Como poderei chamar então só felicidade,
Quando beber todos os seus beijos
Provar do seu corpo,
Poderei chamar de vida, de renascimento.
Ou melhor, poderei chamar de ti.


Luiz Barbosa

terça-feira, 21 de março de 2017

HOMENAGEM A UM MORTO

Vivo sem valor, sem caminho e sem destino
Quero chegar ao teu coração
Quero viver, e ser visto.
Quero deixar de ser invisível, ter caminho e destino.
E neste querer eu vivo sem vida e sem personalidade
Querendo a tua negação, e a tua observância.
Tropeços em teus caminhos e encontro a tua negação
Vejo a minha chama já apagada aos teus olhos
Embora esta chama te ilumine
Eu sei
Eu sei
Um dia serei notado
Neste dia terei tudo, tudo que queria.
Porem neste dia serei homenageado sem ver a homenagem
Neste dia terei uma estatua na praça
Esta estatua fara homenagem a um morto nunca vivido

Autor:Renivaldo de Jesus